As universidades federais têm prazo até 8 de maio para informar ao Ministério da Educação (MEC) sua forma de participação no novo Enem. A informação foi divulgada pela secretária de educação superior, Maria Paula Dallari Bucci, durante o seminário Acesso à universidade pública, gratuita e de qualidade, realizado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília.
O Ministério prevê a aplicação do exame em todo o país no início de outubro. Para isso, espera que todas as instituições federais de ensino superior façam sua opção, caso participem do modelo, até o dia 8. A intenção é construir um mapa das universidades participantes para organizar a aplicação da prova.
O novo Enem foi discutido com membros da Andifes e sua forma de utilização, reformulada. Atualmente, as universidades que decidirem usá-lo terão quatro possibilidades: o Enem como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas remanescentes do vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular.
Cada uma das 55 universidades federais poderá escolher de que maneira utilizará o novo Enem em seu processo seletivo. As instituições poderão mudar a forma de utilização do exame de um ano para o outro ou optar por mais de um modo de participação, de acordo com o curso pretendido pelo candidato. Por exemplo, a mesma universidade poderá usar o Enem como única possibilidade de ingresso à maioria dos cursos e como primeira fase para cursos que exijam provas de aptidão.
Mesmo com a flexibilização da forma de adesão ao novo modelo, as universidades federais ainda discutem a participação nesse novo processo de seleção. O adiamento da prova de agosto para o dia 3 e 4 outubro, pode inviabilizar, por exemplo, a utilização da nota do exame como parte da primeira fase do vestibular 2010 da Universidade de Campinas (Unicamp).
- O concurso da Unicamp há 22 anos é feito em 24 cidades do país, uma das maiores seleções do Brasil. Não podemos mudar o nosso método assim. Precisamos ver se o modelo proposto pelo MEC funciona - justifica o coordenador da Comissão para o Vestibular (Comvest) responsável pelo processo seletico da Unicamp, Leandro Tessler, afirmando que a questão ainda será discutida pela banca do concurso.
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) deve ser uma das primeiras instituições do país a substituir o vestibular pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como instrumento de seleção de novos alunos. A previsão é do reitor Naomar de Almeida Filho, em declaração ao jornal A Tarde, durante entrevista conjunta com Héliton Ribeiro Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa Educacional Anísio Texeira (Inep).
Já o reitor da Universidade Fedderal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Carlos Alexandre Netto, anunciou que a instituição não vai utilizar o sistema proposto pelo Ministério da Educação (MEC) como critério de seleção para o ingresso na instituição em 2010. Ainda assim, não está descartada a utilização da nota do Enem para o cálculo no processo seletivo deste ano.
- Nós não conhecemos ainda o novo Enem, então nós não podemos adotar esse novo Enem como única forma de seleção para a universidade. E de outra forma, nós estamos também agora começando um trabalho de organização do vestibular em duas fases, provavelmente para o ano de 2011. Então nós não podemos então usar o Enem como primeira fase pois nós só teremos duas fases em 2011 - justifica o reitor.
No Rio Grande do Sul, apenas a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) optou pelo Enem como critério único. Há, também, uma inclinação favorável nas federais de Rio Grande (Furg), de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Pelotas (UFPel). A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) prepara o vestibular tradicional para 2010, mesmo que a instituição opte pelo Enem.
No Rio de Janeiro, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aloisio Teixeira, quer que o novo Enem passe a ser a primeira fase do vestibular da UFRJ já este ano. Para o reitor, o novo exame democratizará o acesso à universidade. No entanto, vale lembrar que quem definirá a adesão da instituição, mesmo que de forma parcial, é o conselho universitário que tem até o dia 8 de maio para decidir.
O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) vai aderir. De acordo com o diretor-geral, Miguel Badenes, a decisão foi tomada na última sexta-feira, quando o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão aprovou a medida.
- O Cefet-RJ aceitou a proposta de forma integral. No início do ano, estávamos estudando a possibilidade de usar o Enem de forma parcial, mas após a proposta do ministro, que prevê a mudança da prova para um perfil de seleção, achamos por bem aceitá-la - declarou ele.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, convidou ainda a rede privada do ensino superior para integrar o novo Exame Nacional do Ensino Médio. A participação das instituições de ensino superior privadas no novo deverá ser detalhada nos próximos dias. Mas o ministro adiantou o conceito do novo exame será na verdade uma combinação do Enem com o vestibular.
Ou seja, queridos vestibulandos, continuamos atentos aos debates sobre o assunto. Mantenham seus estudos normalmente e vamos arrebentar em todos os processos seletivos que aparecerem na nossa frente. Vocês estão entrando para a história do vestibular, vão poder dizer: - Foi no meu ano que começaram a implementar o novo modelo que hoje está aí (seja lá como ele for)!!!rs
Aproveite e dê a sua opinião sobre o novo exame!!!
Estou admirando muito essa proposta do Ministério da Educação de implantar o ENEM como meio de acesso às instituições de ensino superior públicas federais. Prrimeiro porque essa mudança possibilitará “quebrar” a barreira que existe à entrada de muitos estudantes nas universidades, acabando assim, com a elitização existente nestas. Segundo porque está democratizando o ensino superior, fazendo com que haja livre escolha entre estudantes, abrindo leques e diversas possibilidades de caminhos.
Enfim,a educação tem que ser distribuída e bem estruturada entre nossos jovens.
Ainda não entendir esse novo enem. Tenho algumas dúvidas:
Primeiro achei 200 questões muito exaustivo;
Segundo como vai ser as inscrições? será paga, como sou de escola pública, no enem anterior não pagavamos.
Terceiro ainda vai continua a regra das cotas nas universidades privadas com bolsa, ou isso acabou?
Não me sinto preparada para fazer o estilo de prova das federais,pois precisaria de mais investimentos;será que isso vai dar certo,não vai ser prejudicial pra quem já terminou de estudar a muito tempo ou quem é de escola pública?
Já estava adptada ao estilo de prova do enem anterior.
vamos ver , como vai ser.
Sem dúvidas, Pedrita, a prova será muito cansativa. Quanto as inscrições, o MEC deve manter a mesma proposta dos anos anteriores. As cotas podem continuar, mas quem define de que forma, são as universidades.
E o sistema de cotas como vai ser no novo enem?
O sistema de cotas continua existindo, mas as universidades vão discutir de que forma ele será implementado esse ano. Lembrem-se, nada está perfeitamente definido. As mudanças foram muito rápidas e será preciso um tempo para as universidades se adequarem. Aos alunos, cabe apenas esperar!!!
Não estou de acordo a implatação deste novo enem para este ano.
tudo está incerto ainda,nem todas as universidades se pronunciaram .
achei tudo muito em cima,e de forma muito complicada.
em 2010 talvez ,onde tudo ja esteja mais claramente decidido,ai sim
estou de acordo,mas para esse ano sem condições.
Não sei.. esta tudo muito confuso uns dizem que esse enem sera diferente dos ateriores mesclando interpretaçao e conhecimento e que por isso ele ficara mais cansativo e deficil. Porque antes o enem era mais interpretação. E concordo com o colega ta muito em cima do laço.
Ainda que ousem falar que o novo sistema de implatação do novo ENEM nas instituições federais não está na mesma altura do nível de seleção dos antigos processos seletivos, pode-se ter a consciência de que essa nova visão de avaliação vem mostrar uma nova maneira de fazer educação, uma vez que mudanças e novas experiências estão na essência desta.
Nirley Mara Alves Domingues - Acadêmica de Enfermagem