Os debates a respeito da proibição das touradas em Portugal mereceram destaque nos telejornais brasileiros no final de semana. A questão é realmente preocupante. Em pleno século XXI me parece totalmente inaceitável qualquer tipo de tortura a um ser vivo, seja ele qual for.
Na semana passada sete mil pessoas, que correspondiam à lotação esgotada da Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, encontraram 200 manifestantes vestidos de preto a empunharem slogans sobre a ”tortura” e o “sofrimento” dos animais na entrada do dito “espetáculo”. Não houve confrontos.

Os aficcionados das touradas alegam que estas fazem parte da tradição cultural e exibem os números de um negócio milionário. Os defensores dos animais reivindicam o fim compulsório do espetáculo e ostentam algumas conquistas. As transmissões televisivas só são permitidas depois das 22h30 e classificadas com “bolinha vermelha”, como forma de evitar que crianças assistam às touradas e possam vir “a aceitar a violência sobre os animais como algo natural”, segundo o Tribunal Cível de Lisboa. Além disso, quatro municípios portugueses tomaram medidas com o intuito de proibir as touradas - Viana do Castelo, Braga, Cascais e Sintra.
No Brasil, existem várias práticas bastante questionáveis em relação ao tratamento dado aos animais. As festas de rodeio, tradicionais no sertão brasileiro, são um bom exemplo. Embora o objetivo não seja a morte, o sofrimento do animal é evidente.
Acredito ser um bom momento para discutirmos essas aberrações que se escondem atrás de um discurso cultural. Tradição, folclore e cultura tem o objetivo de educar, de compor a formação das pessoas. O que pretendemos passar aos nossos filhos com esses verdadeiros ”espetáculos de violência”???
“Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante”. - Albert Schweitzer (Nobel da Paz - 1952)
Renato Pellizzari
Não sei como ainda tem gente que gosta disso!
É triste saber que ainda existem “espetáculos” desse tipo, e mais triste ainda saber que pessoas saem de suas casa para se divertirem assistindo à isso.
Se as touradas fazem parte da cultura, é bom que se acostumem com a idéia de ir deixando de lado essa cultura. Uma cultura que põe a vida de um animal em risco por mera diversão efêmera, na minha opinião, não pode ser uma cultura saudável. Atualmente torna-se necessário que a população portuguesa e, principalemente mundial, adquiram a consciência de que a preservação dos aniamais, do meio-ambiente e da vida não está apenas nas florestas e outros ecossistemas maiores. Está também no dia-a-dia, nos pequenos atos que fazemos. E, diante disso, acabar com as touradas já é um bom passo. É uma questão de respeito com os animais.
A verdade é que, são atitudes desumanas como essas que estimulam a violência entre nós mesmos. Se essas pessoas podem se divertir vendo o que chamam de ‘cultura’ matar animais que nada tem a ver com isso, imagina o que não poderiam fazer ao seu semelhante. De fato é complicado romper com esse tipo de ‘herança’, mas assim como a sociedade evolui todos os dias, os ideais também tem que mudar. E se não começarmos de algum lugar, ficaremos sempre parados.
Hoje é dia dos Animais!
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Cumprimentos,