Oliver Stone estudou nas universidades de Yale e de Nova Iorque. Uma característica de seus filmes reside no uso de câmaras e formatos de filme diferentes, que podem ir do VHS ao filme de 8mm até 70mm. Escreveu ou participou em todos os filmes que dirigiu, à excepção de U Turn, de 1997.

Alguns críticos acusam Stone de ser um teórico da conspiração, e que os seus filmes manipulam os espectadores. Mas apesar disso, muitos consideram também que Stone é um dos melhores realizadores de Hollywood, e também o mais controverso.
Um filme menos conhecido, mas que ajuda a entender o tom crítico do diretor é “Talk Radio - verdades que matam”, de 1988, no qual um homem tem um programa de rádio e utiliza o espaço para expor os podres da América e questionar os poderes políticos. As suas verdades, no entanto, começam a gerar ódio, pois muitas vezes agridem outras verdades.

Mas a fama de teórico da conspiração vem, na verdade, por filmes mais polêmicos, como “JFK - A pergunta que não quer calar”, de 1991. No longa, o diretor examina várias teorias sobre o crime que abalou a estrutura norte-americana, o assassinato do então presidente John F. Kennedy em 1963. O filme aproveita o fato de três quartos dos americanos duvidarem da versão oficial na qual apenas um homem, Lee Oswald, é o responsável pelo assassinato. O diretor fez um impressionante trabalho de pesquisa, num dos maiores desafios da sua carreira, provar que o presidente foi morto por uma conspiração envolvendo revolucionários cubanos, a CIA e a própria cúpula do governo americano. Vale a pena conferir…
Em 2008, o diretor lançou o filme W., onde traz a vida do 43º Presidente dos Estados Unidos para as telas de cinema. W. leva os espectadores através da agitada vida de Bush - seus esforços e seus triunfos, como ele achou em sua mulher a fé, e claro, os críticos dias que o conduziu a decisão de invadir o Iraque. Mas, em breve, falaremos deste e de outros importantes filmes de Oliver Stone. Aguardem!!!
Renato Pellizzari