Não é uma questão de definir se Ernesto Guevara é ou não um herói. Sua formação em medicina, a famosa viagem de lambreta, seus princípios socialistas, a importante participação na vitoriosa revolução nacionalista cubana de 1959 e sua morte como “romântico guerrilheiro latino americano” fazem de Che uma das figuras mais mitológicas que o mundo ocidental conheceu no século XX.
A mais famosa imagem de Che, baseada na foto de Alberto Korda, está no braço de Diego Maradona, na costela de Mike Tyson e no biquini de Gisele Bündchen, além de milhões de camisetas pelo mundo. Alguns chegam a afirmar que, em questão de exposição, só perde para a imagem de Jesus Cristo. Em algumas cidades bolivianas, o revolucionário argentino é representado pos santeiros e sua imagem é vista como miraculosa. É isso mesmo, Che virou santo!!! E para todas as causas, acrescenta uma devota boliviana.

No entanto, hoje em dia, alguns historiadores procuram explicar o fenômeno ao mesmo tempo que informações sobre a conduta violenta do revolucionário vem à tona. O gênio impiedoso, acompanhado das inúmeras execuções sob comando do líder argentino fazem com que muitos ao redor do mundo o chamem de assassino!!!
Mas esse não é nosso objetivo, não queremos julgar o “braço direito” de Fidel Castro. O importante é estarmos atentos aos debates que podem ocorrer em relação ao protagonista do novo filme de Benicio Del Toro (ator e produtor).
O longa metragem, por sinal, é excelente. Uma histórica descrição do processo revolucionário - o exílio no México, a guerrilha em Sierra Maestra e os confrontos até o caminho de Havana - é entremeada com cenas do então ministro Che Guevara (pós revolução de 1959) em viagem às Nações Unidas, entrevistado por uma repórter norte-americana. As idas e vindas do filme às vezes confundem aos leigos. Mas se você for ao cinema já sabendo da “configuração” do filme, tudo fica mais fácil.

A representação de Del Toro (Che) e do astro brasileiro, Rodrigo Santoro (Raúl Castro), dão uma pitada a mais à produção. O final não contagia, até porque teremos uma continuação que estréia dia 31 de Julho. O mês é simbólico, uma vez que marca o aniversário de 56 anos do início da revolução, 26 de Julho de 1953 (tentativa frustrada de tomada do quartel de Moncada).
O resultado do filme, mesmo mostrando cenas que evidenciam o “outro lado do homem”, é o fortalecimento do mito CHE GUEVARA, o herói de uma infinidade de jovens que, às vezes, mal conhecem a história de seu ídolo. Ou seja, a construção…continua!!!
Essa é nossa primeira sugestão de filme, mas corra para os cinemas ou vai acabar vendo o mesmo em DVD. Como não tem muita procura, por ser considerado um filme “cabecinha”, logo sairá das salas de exibição.
Quem quiser saber um pouco mais sobre o filme, este é um ótimo site.
Um grande abraço para todos e ótima pipoca!!!
Renato Pellizzari
A crítica disse que o filme não era bom, mas como crítica normalmente erra (considerando o que a maior parte das pessoas acham) e pelo próprio tema do filme, assim que der vou assistir, mesmo que seja em DVD!
Beijos
Vi o filme hoje, e não achei grande coisa. A direção, apesar de intercalar cenas pós-revolucionárias com a caminhada pela sierra maestra (mostrando que enfrentar uma jornalista ou uma assembléia da ONU também são batalhas), não fica a altura da história do filme, mesmo sendo uma das biografias mais ridículas de se produzir.
O Rodrigo Santoro, como Raúl Castro e ao contrário do que muitos falam, teve uma atuação tão pífia que chega até a ser irrelevante. Não sendo nem mostrado como irmão de Fidel e muito menos como sombra de um atual chefe de estado cubano.
Porém, três detalhes fazem com que o filme e a direção não sejam totalmente desprezíveis. Primeiro, as partes posteriores a revolução serem em preto e branco, facilitando o entendimento do espectador(mesmo sendo uma técnica desnecessária, deu um charme especial a essa fase da vida do protagonista) e homenageando o botafogo(já que essas cenas contam com falas inteligentes e geniais, em preto e branco). Segundo, a bela e importante atuação do ator que interpreta o Camilo Cienfuegos, com falas sagazes e irônicas. E terceiro, uma das falas finais do filme onde uma conversa entre Ernesto e Fidel, ainda exilados no México, mostra porque Che não é um ícone por conta de suas vitórias, mas sim por causa de seus sonhos.
Apesar de, na minha opinião, não ser um filme a altura do roteiro, acredito que vale a pena assisti-lo, tendo assim cada um sua própria conclusão.
O filme é muito complicado,percebi q não sei nada da historia da revolução e guerrilha cubana e isso realmente dificulta o entendimento do filme.=/
E sempre discutir dificil filmes que tratem de biografias, ainda mais do mito Che Guevara, que teve vida cheia de nuances, personalidade tao marcante, ate `badalada`ainda hoje, mas cuja vida poucos conhecem . Acho que o filme conseguiu dar um recado , nos remete `a historia, e conta um pouco mais do mito de quem so ouvimos falar, as vezes so pelas famosas fotos e citacoes . E bom para se conhecer e refletir mais sobre o personagem e constatar a excelente atuacao de Del Toro.
Ja vi muitos documentarios da vida de Che e da revoluçao falto um pouco de enrredo de varios personagens mais o foilme trata-se de che entao ai relevei e mostrou oq ele era mais q um guerrilheiro um sonhador… um pouco louco? final muito bom