A pedido dos reitores das universidades federais, o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá um número menor de questões nas quatro provas objetivas. Em vez de 50 itens, como o Ministério da Educação (MEC) havia proposto, cada teste deverá ter 40 ou 45 perguntas. A decisão será confirmada nos próximos dias pelo comitê de governança, que reúne MEC, reitores e secretários.
Com menor número de questões, cairá também o tempo de duração do exame. A proposta inicial é a de que o candidato tenha até duas horas e meia para resolver os 50 testes de cada área do saber e mais uma hora e meia para a redação.
A ideia é que as provas sejam aplicadas num sábado e num domingo à tarde . Antes, estava prevista a realização também no domingo de manhã. As quatro áreas avaliadas seguem as mesmas: língua portuguesa, matemática, ciências humanas e da natureza. A redação também está mantida.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes, diz que a redução para 40 ou 45 questões não afetará o nível de conhecimento e de raciocínio exigido. No total, em vez de 200 itens, haverá 160 ou 180, além da redação.
As inscrições para novo Exame Nacional do Ensino Médio 2009 (Enem) estão previstas para começar em 15 de junho até 17 de julho. O modo de inscrição ainda não está definido.
Pelo menos os reitores das universidades parecem apresentar um mínimo de bom senso. É evidente que as 200 questões eram absurdas, assim como dividir a prova em 4 turnos. Não que agora tenhamos chegado ao ideal. Isso, talvez, só descobriremos em anos. Vamos continuar torcendo para que mudanças sejam realizadas no sentido de facilitar, e não dificultar, a vida dos nossos alunos, que já vivem uma grande pressão por estarem decidindo suas carreiras, seus futuros!!!
Renato Pellizzari
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