Arquivo de julho, 2009

AULAS INTERDISCIPLINARES!!!

8 de julho de 2009

Pensando na nossa preparação para a grande novidade do vestibular 2010, a prova do Enem, começaremos no sábado dia 11/07 nossas aulas interdisciplinares.

meio ambiente

O primeiro ciclo terá três aulas: Meio Ambiente, Darwin e Cuba. As aulas ocorrerão ao mesmo tempo nas unidades Tijuca (Darwin), Botafogo (Cuba) e Recreio (Meio Ambiente). Em agosto, teremos outros dois sábados para que as três unidades tenham as três aulas. 

Darwin

As inscrições serão feitas a cada aula e os alunos pagarão 10 reais por aula. As inscrições para a primeira aula começaram na segunda, dia 06/07 na secretaria de cada unidade. Os alunos das unidades Leblon e São Conrado devem se deslocar para a unidade Botafogo. Já os alunos do Méier deverão se deslocar para a unidade Tijuca.

bandeira cuba + Che

As vagas são limitadíssimas. NÃO PERCAM!!!

Renato Pellizzari

Aleksander Laks, uma lição de vida!!!

6 de julho de 2009

Eu já tive a oportunidade de assistir algumas vezes a palestra, ou melhor, a experiência de vida de Aleksander Laks. Li seu livro pelo menos três vezes. Sempre me emociono!!! Eu sabia que na palestra de sábado (04/07) no Qi tijuca não seria diferente.

Fiquei muito feliz com a adesão dos alunos e, principalmente, com o grande interesse de nossa equipe Qi (professores, inspetores, secretárias, etc.) em ouvir o nosso “Sobrevivente”. E neste post gostaria de passar a vocês o testemunho do nosso diretor da unidade tijuca, professor Paulo Emílio, que também esteve presente no evento.

“No último sábado, vivi um dos momentos mais emocionntes dentro do Qi. A palestra do Sr. Aleksander Laks, sobrevivente dos campos de concentração nazistas da Segunda Guerra Mundial, foi muito mais do que uma simples palestra. Foi uma lição de vida. Ver e ouvir aquele Senhor, aparentemente frágil, relatando os horrores pelos quais passou, emocionou-me muito.

Ao ouvir o Sr. Aleksander, um homem de mais de oitenta anos, relatar a morte de seu pai em condições tão terríveis, com a tristeza, não só pela morte, mas pelo não entendimento, até hoje, da razão de tanto ódio, tocou fundo todos que estavam naquele auditório. Sua voz, em alguns momentos, quase me parecia a voz daquele menino de seus 11 , 12 anos, desnorteado perante tanta violência e intolerância. Em seu tão triste relato, Aleksander nos dá uma lição. Uma não, várias. Nos alerta para os perigos da intolerância, do ódio desmedido, da conivência com atos racistas , discriminatórios, do egoísmo exacerbado. Também nos mostra uma grande capacidade de superação, de amor à vida.

O sorridente Laks, rodeado de jovens ao final de seu relato, também emociona. É sua doce, e talvez inconsciente, vingança sobre aqueles que tanto maltrataram , assassinaram e se omitiram. A eles resta o lixo da História. São a escória que não podemos mais permitir que tenham algum poder.
A Aleksander sobra o amor, o carinho , a solidariedade e o agradecimento de todos nós, que tanto aprendemos com ele.”

Obrigado Aleksander.

Prof. Paulo Emilio Bouzan

Entrevista com o diretor do Inep!!!

3 de julho de 2009

No dia 25 de junho o Colégio Qi esteve presente no programa Mais Você apresentado pela Ana Maria Braga nas manhãs da Rede Globo. O programa apresentou um bloco sobre o novo Enem com o objetivo de esclarecer algumas dúvidas de pais e alunos.

Estavam presentes a nossa aluna do 3º ano da unidade tijuca, Talita Dias, o coordenador de vestibular da UFF e o diretor do Inep, instituto responsável pela realização das provas do governo como o Enem, por exemplo. Enquanto nossa estrela era maquiada pela produção do programa tive a oportunidade de entrevistar, informalmente, o diretor Heliton Tavares.

Renato Pellizzari e Heliton Tavares

Vamos às principais perguntas que fiz ao Sr. Heliton. (Após algumas respostas colocarei comentários meus entre parênteses.)

Renato Pellizzari - Qual é o objetivo do governo com o novo Enem?

Resposta: O governo pretende facilitar o acesso às universidades públicas. O deslocamento para fazer as provas era um grande problema e agora isso será resolvido. Os alunos poderão tentar as vagas de universidades de todo o país. (Como se houvesse infra-estrutura para acomodar esses alunos. O número de vagas não será o maior problema??? Ele desconversou!!!)

RP - Por que modificar o modelo de prova, uma vez que os alunos já estavam adaptados?

R: Precisávamos nos aproximar mais do modelo do vestibular. As universidades reclamavam que o modelo era muito distante das provas de acesso. Vamos buscar um meio termo entre o Enem antigo e as provas de vestibular.

RP - Como deve ficar a prova? As questões serão muito diferentes do modelo antigo?

R: Não. Na verdade as questões vão manter um modelo muito parecido. Apenas implementamos as áreas do conhecimento para aproximar mais com o modelo dos vestibulares tradicionais. (resumindo, será uma prova interpretativa sem grandes dificuldades!!! Afinal, não haverá “decoreba”!!!)

RP - Como funciona a diferenciação de peso das questões, já que vocês não utilizam o desvio padrão? Como poderão determinar qual é mais difícil e valerá mais pontos?

R: Nós estamos fazendo uma pré testagem das questões com alunos de 2º ano do Ensino Médio e 1º período de faculdades. A probabilidade de um aluno destes entrar em contato com estas questões em uma prova e, ainda, lembrar delas, é mínima. A estatística comprova que depois de 6 meses o aluno não lembra mais da questão.

RP - Por que implementar o novo exame este ano? Não seria ideal esperar, pelo menos, um ano?

R: Quando não fazemos logo, não dá certo. Já discutimos isso há muito tempo. Houve pressão externa para que implementássemos logo. A mídia, as universidades,…elas não gostam de fazer vestibular. Tanto é que algumas universidades contratam…

RP - Houve algum tipo de pressão para que as universidades aderissem ao novo Enem?

R: De forma alguma. Inclusive o MEC ficou surpreso com a quantidade de instituições que aderiu ao projeto!!! (Aí é muita cara de pau!!! A Talita perguntou a respeito do repasse de verbas e ele ficou um pouco nervoso dizendo que uma coisa não tinha relação com a outra!!!) 

O nosso “bate-papo” foi este. Quando comentei que a receptividade em relação à prova não estava sendo muito boa entre as escolas do Rio, o diretor do Inep encerrou dizendo: “Todos desejam que as coisas melhorem, contanto que nada mude”!!!

Renato Pellizzari